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agência de marketing
16 maio

A mudança no modelo tradicional das agências e como isso favorece as empresas?

Para começar a nossa conversa, devemos compreender que não há nada de errado no modelo tradicional das agências, esse formado de negócio vigorou por muitos anos e contribuiu para a consolidação das grandes marcas brasileiras. No entanto, o modelo que antes prevalecia, hoje já não possui tanta eficácia junto ao público e também não atende aos padrões e necessidade das empresas.

 

Mas, qual é este modelo tradicional?

Em sua essência, as agências de comunicação ou publicidade, tinham como modelo de negócio a comercialização de espaço em mídia, ou seja, elas intermediavam a venda de espaço publicitário nos veículos de comunicação.

Neste modelo, as principais fontes de renda das agências estavam no Bônus por Veiculação, o famoso BV. Nada de errado e nem de novo até aqui.

No entanto, algumas peças surgiram nesta equação, e precisam ser consideradas, a principal delas o comportamento do consumidor. O advento da internet e a propagação dos dispositivos mobile modificaram a maneira como consumimos a informação.

Logo no início, o que se fez foi replicar o modelo off nas mídias online, neste caso, onde se comprava espaço de mídia em um outdoor, passou a comprar banners em portais de notícias. As empresas se ajustaram e acreditavam que seria o suficiente para prevalecer.

Mas, outro fator entrou na equação, as redes sociais. Sim, o impacto das redes sociais na comunicação, fez com que as pessoas percebessem que ela poderia ser as propagadoras das informações e, a partir disso, o modelo tradicional das agências começou a se enfraquecer.

Isto porque, a partir deste momento, cada pessoa se tornou um comunicador em potencial, oferecendo opiniões e pontos de vista a cerca de tudo o que estava a sua volta.

 

Como as agências foram afetadas pelas redes sociais

Com um grande número de consumidores utilizando as redes sociais como canais para fomentar opiniões inclusive, contra marcas e empresas, estas se sentiram obrigadas a estabelecer canais em redes sociais, com o propósito de responder aos consumidores, algo para o qual as agências não estavam preparadas.

O relacionamento entre marcas e consumidores mudou, o consumidor percebeu, as empresas perceberam, mas as agências ainda se apegam ao modelo tradicional e com isto, perderam cada vez mais espaço.

Neste ponto, não quero falar sobre marketing digital, até porque esta é uma estratégia para este momento e não algo definitivo. O que devemos tratar é de uma comunicação estratégica.

 

Adeus agência, bem-vinda empresa de comunicação estratégica!

O primeiro passo é compreender como as agências devem se importar cada vez menos com espaços publicitários e mais com o posicionamento das empresas. Cabe às agências, abandonar este status de agenciador e se posicionaram como empresas de comunicação, que vão além da publicidade pura e simples.

Que essas empresas utilizem as diferentes áreas da comunicação (publicidade, jornalismo, marketing e relações públicas) para apoiar o crescimento de seus clientes, de modo a torná-los relevantes, seja regionalmente, nacionalmente ou dentro de seu segmento.

A resistência das agências em atualizar seu próprio modelo de negócio, fez com que as empresas optassem por manter uma equipe interna de comunicação, que entenda as necessidades da empresa e que ajuste a comunicação a sua estratégia de negócio.

Mesmo que esta seja uma opção segura em termos estratégicos para as empresas, a quantidade de profissionais e os custos envolvidos em manter esta equipe, muitas vezes inviabiliza a manutenção da equipe e compromete a comunicação, principalmente para as pequenas e médias empresas.

Caso as empresas de comunicação se despertem para esta necessidade, é muito provável que elas consigam se diferenciar no mercado e, de fato, contribuir com o posicionamento estratégico de seus clientes.

Esta evolução não é apenas desejada, mas necessária para a manutenção de mercado que sabemos que possui um grande potencial para contribuir para o posicionamento das empresas.

Se todos os demais mercados passam por evoluções constantes de modo a garantir a sua sobrevivência, por que não a comunicação e por que não agora?!

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